terça-feira, 18 de novembro de 2008

O Cachorro e o coelho!


Eram dois vizinhos. O primeiro comprou um coelho para os filhos. O outro vizinho comprou um filhote de pastor alemão para as suas crianças.
Conversa entre os dois vizinhos:
- Mas ele vai comer o meu coelho!
- De jeito nenhum. Imagina! O meu cachorro é filhote. Vão crescer juntos, pegar amizade. Não vai haver problemas!

E, parece que o dono do cachorro tinha razão. Juntos cresceram e amigos se tornaram. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa.
Numa sexta-feira o dono do coelho foi passar um final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. No domingo, de tardinha, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão na cozinha. Trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado, sujo de sangue e terra, morto. Quase mataram o cachorro de tanto agredí-lo.

Dizia o homem: - O vizinho estava certo, só podia dar nisso! e agora? Daqui algumas horas os vizinhos vão chegar!
A primeira reação foi agredir o cachorro, escorraçar o animal, para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade.

- Já pensaram como vão ficar as crianças? Vamos ter que dar um banho no coelho, deixar ele bem limpinho, depois a gente seca com o secador e o colocamos na casinha no seu quintal.
O cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos.
Como o coelho não estava muito estraçalhado, assim o fizeram. Até perfume colocaram no animalzinho. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças. E lá foi colocado, com as perninhas cruzadas, como convém a um coelho dormindo.
Logo depois ouvem a os vizinhos chegarem. Notam os gritos das crianças. Descobriram! Não se passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta, branco e assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
- O que foi? Que cara é essa?
- O coelho... o coelho...
- O coelho o quê? O que tem o coelho?
- Morreu!
- Morreu?
- Ainda hoje à tarde parecia tão bem.
- Morreu na sexta-feira!
- Na sexta?
- Foi. Antes de a gente viajar, as crianças o enterraram no fundo do quintal!

A história termina aqui. Mas o grande personagem desta história é o cachorro. Imagine o pobrezinho, desde sexta-feira, procurando em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito farejar, descobre o corpo morto e enterrado. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para os seus donos, imaginando fazer ressuscitá-lo.
O que podemos tirar dessa história, é que o ser humano tem a tendência de julgar antecipadamente os acontecimentos sem antes verificar o que ocorreu realmente. Quantas vezes tiramos conclusões erradas e precipitadas das situações nos achando donos da verdade? Dá pra pensar, né?!

"A glória da amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delícia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você."

Fiquem com Deus!

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